12 June 2014

Our True Nature

Mãe é mãe e a minha sempre disse que o meu pior defeito era ser muito distraída. Eu sempre achei que tinha outros piores mas sim, sabia que era muito distraída. Distraída ao ponto de, no final da refeição, levantar o meu prato e ir "arrumá-lo" em cima da minha cama, arrumar o açúcar no frigorífico, ir para a praia sem levar fato de banho, etc.
Quando fui trabalhar para o estaminé onde estou actualmente disseram-me que a atenção ao detalhe era crucial. Só fazia disparates. Um vez o meu chefe reuniu 3 ou 4 desses disparates, feitos num só dia, e disse-me que eu tinha de ter mais cuidado. Assustei-me com a minha própria estupidez e, a partir desse dia, accionei todos os mecanismos possíveis para vencer a minha natureza. Um esforço imenso e, venci. Em quase 5 anos não fiz um único erro crítico.
 
Fora do estaminé, continuei a mesma.... Ufa! Disparates, liberdade, relaxamento. Sem regras e sem horários e sem organização. Eu própria.
Quando engravidei, a minha mãe, (e mãe é mãe), disse-me que estava curiosa para ver como é que eu ia tomar conta de um bebé distraída como era. Assustei-me. Quando ele nasceu, naturalmente accionei todos os radares. Passei a controlar e a registar uma série de coisas. As saídas à rua passaram a ser esgotantes. Para além do sempre presente radar dos cães, apareceu o radar daquela criatura saltitante, dos vidros e outros materias perigosos no chão, o radar dos muros, das estradas, das ravinas, das pessoas estranhas, etc. Uma canseira.
 
A tosta deixou de ser a tosta.

Já trabalho no estaminé há 6 anos e julgo que os mecanismos de auto-anulação estão a esmorecer. Depois de cerca de 5 anos sem erros, fiz já 2 este ano.
O Biscoito fez 3 anos recentemente e julgo que os meus radares materno-obsessivos também estejam a relaxar ligeiramente. Ontem o Brownie e o Biscoito foram visitar-me ao trabalho para irmos jantar juntos. Achei prudente ir no meu carro para o caso de nos atrasarmos. Ficaram à minha espera para seguirem atrás de mim até ao shopping pois o Brownie não sabia o caminho. Eu saí, passei por eles e segui excitadíssima com a minha visita. Minutos depois, recebo uma chamada do Brownie furioso, "Nunca mais te vi! Não era suposto ir atrás de ti?! Onde é que estás?!". Respondi "Epá... estou no shopping, nunca mais me lembrei de vocês.". O Brownie incrédulo, zangadíssimo, disse-me num tom áspero "Tu és uma cabeça no ar!". Sorri e senti um estranho alívio. Pois é, julgo que aos poucos estou a voltar a ser eu mesma.
Aliás, hoje, pela terceira manhã consecutiva, tirei um café sem colocar a cápsula primeiro. É tão bom quando nos reencontramos.

14 May 2014

Sweet & Sour


E não é que esta canção, que por acaso até é a mais linda canção de sempre (de hoje), também fala do primeiro amor?...

19 March 2014

My First Heartbreak

No outro dia lembrei-me do meu primeiro "amor". Era um rapazinho chamado João e era o rapazinho do meu coração. Eu andava na escola primária. Um dia, no recreio, partiu-me a cabeça. Atirou-me uma pedra à cabeça. Fiquei prostrada no chão a deitar sangue da testa. Ao longe ouvia-se esta canção:

 



No dia a seguir, ele pediu-me desculpa. Disse-me que tinha sido sem querer, que era para acertar noutra pessoa mas falhou a pontaria. Eu acreditei e ele continuou a ser o rapazinho do meu coração.
 
É na infância que temos o primeiro contacto com o "gostar por amor" e é também nessa tenra e terna idade que começa a dificuldade em reconhecer e aceitar a rejeição, mesmo quando esta é tão cruelmente óbvia.


 

07 March 2014

The Mayan and Their Crap

Ah e tal, os Maias eram geniais e mais não sei quê.
Eu discordo.
Para já, disseram que o mundo ia acabar em 2012 e não acabou. Lá vieram em defesa dos senhores, "Não é bem acabar, é mais um recomeço, uma mudança"... Tanga. Está tudo na mesma, lentamente caminhando para o fim.
Mas o pior foi mesmo terem inventado esta coisa do calendário. Ah e tal, que inteligentes, que sistema tão complexo e sofisticado e mais não sei quê. Uma chatice, é o que é. Não só faz com que vivamos todos no estúpido e cansativo ciclo incessante dos ratinhos, como nos assola diária, semanal, mensal e anualmente com uma série de pressões absolutamente desnecessárias e aborrecidas.
 
E de que forma foi a Tosta recentemente vítima deste flagelo? Pois bem, eu conto-vos.
Nunca fui muito de resoluções, mas este ano deu-me para fazer uma verdadeira reflexão sobre o que queria alcançar neste 2014. Fui contagiada pela parvoíce geral da Passagem de Ano. Não usei cuecas azuis, não me pus em cima de uma cadeira e não bebi champanhe. Comi sim 12 passas mas estas tinham expirado em 2011, o que me fez prever nada mais do que uma indisposição para o início do ano. Para compensar, pus-me a inventar e criei uma série de resoluções com o objectivo de ser uma pessoa melhor, mais saudável, mais feliz. Tentei concretizar a primeira das muitas resoluções e falhei. Parti para a segunda e falhei. Fiquei chateada, frustrada, desanimada. Consegui desta forma iniciar o ano chateada, frustrada e desanimada. E a culpa não é minha, é dos Maias. Claramente.
 
Mas, vá, a partir de agora é sempre a subir. Comer uma sopa por dia. Deve ser fácil. Fico-me por esta. Granda Tosta! Este ano vai ser meu!
Brócolos, beterrabas, nabos e nabiças, muita cautela! Não há Kukulcán que me páre.

20 January 2014

Light


Patrick Watson, Bright Shiny Lights

16 January 2014

L'homme qui plantait des arbres


 
O Homem que Plantava Árvores (L'homme qui plantait des arbres, 1988), realizado por Fréderic Back. Uma curta metragem toda desenhada à mão, baseada num conto de Jean Giono de 1953.
Conta a história de Elzeard Bouffier, um pastor de ovelhas que plantava árvores e que não fumava.

03 January 2014

Simulation

Já não escrevo aqui há uns tempos. E podia fazê-lo hoje.
Mas achei mais seguro fazer apenas uma simulação primeiro.
O ano começou há pouco tempo e ainda estou a arrumar as minhas caixinhas.

This is a simulation
This is for demonstration
This is an only ilusion
This is my only delusion
(...)
If it's all on my veins
It's all in my mind
You don't get to be unkind
 

 

03 December 2013

27 November 2013

Nightshift III


NIGHT 1

NIGHT 2



NIGHT 3







NIGHT 4

Porque há que manter a tranquilidade.


06 November 2013

Maker

            

Fink, Maker

Meet me at the station at seven o'clock
You know what I like and that I like it a lot
Let´s go somewhere quiet where we can engage
Let´s go somewhere rowdy where we can missbehave

´Cause I´m a maker, baby
I´m a maker

(...)

Give me just a little bit
Give me an inch you know I´m taking it
All of this time we spend talking shit
Baby, it´s all about making it

´Cause I´m a maker, baby
I´m a maker

29 October 2013

Love is...

 
Amor é tu e o teu fofinho vestirem uma camisola da mesma cor e irem passar o serão de sábado a ver televisão na zona de refeições do Oeiras Parque.
 
(Pontos extra se a cor da camisola for salmãozinho)

14 October 2013

Little Bad Wolf


Às vezes, parva, acho que já dá para dialogar com o meu filho de 2 anos e fazê-lo entender que a vida em sociedade é feita de direitos e deveres. Mas a verdade é que ele ainda está longe de ser um cidadão (embora tenha Cartão de Cidadão desde os 2 meses). E depois dá nisto:
 
- Biscoito, vem arrumar os teus brinquedos.
- Não.
- Não?! E quem é que vai arrumar isto? Eu?!
- Sim.
- Coitadinha da mãe, a arrumar isto tudo sozinha. Não achas?
- Sim.
- Então vem cá ajudar a mãe.
- Não.
- Biscoito, não sejas mau.
Silêncio
- Tu és mau?
- Sim.
- És mau?
- Sim. Como o lôgo (lobo) mau.
 
A saber, o meu filho (que não se chama realmente Biscoito, tal como eu não me chamo mesmo Tostamista, pasmem-se) já diz muitas palavras e frases completas. O facto de ter reduzido o seu discurso praticamente apenas ao sim e ao não faz parte de toda a arrogância aqui projetada.
 
A saber também, eu não arrumei os brinquedos. Ainda na esperança de lhe ensinar sobre a vida, disse-lhe que, se ele não arrumava, eu também não arrumava. Os brinquedos lá ficaram, espalhados pela sala. Ele foi dormir. Parva.
Se sofres de algum tipo, ainda que ligeiro, de desordem obssessivo-compulsiva, não tenhas filhos.

02 October 2013

My New Hero



Por favor não me digam que é treta. Quero acreditar que esta miúda, com toda esta pinta, existe de facto.

20 September 2013

Missing Out?


Na Galp oferecem-me uma revista por mês. E como sou Galp Woman, acham que vou gostar da Happy. Normalmente esqueço-me desse direito que me assiste mas em Agosto, antes de ir de férias, pedi uma achando que me ia dar jeito para ler na praia. Coitadinha... tão tolinha... Com o meu filhote saltitante e aventureiro, nem deitar-me na toalha consigo, quanto mais ler uma revista, por mais oca que seja.
E a tal revista tem estado a descansar na minha mesa-de-cabeceira há cerca de um mês. Hoje olhei para a capa, perguntando-me se a iria ler ou não, aproveitando as horas sozinha em casa a que tive direito. Entre HAIR STYLE e ESPECIAL MODA, li o seguinte:
 
ENTREVISTA
Aos 23 anos ficou viúva.
Como o sexo com estranhos a salvou.
 
E é isto que eu ando a perder. Cenas altamente brutais e buéda úteis que podem mudar por completo a minha forma de estar no mundo.
Sinto mais falta de me deitar na toalha de praia, de olhos fechados a sentir o Sol.

16 September 2013

First Morning After a Three-Week Vacation


Sim, há aqui uma relação com o post anterior... 
A tosta é capaz de estar com um nadinha de Post Vacation Blues

05 September 2013

Cycle


Há quem tenha sonhos, há outros que têm objetivos. Mas acima de tudo, há os que andam de semana em semana, a ver o tempo passar, apenas controlando os alicerces das suas rotinas. Assegurando somente que o ciclo fácil e confortável do "Oh, amanhã é 2ª feira... - Ah, que bom, já é 6ª!" não se desmorone.


 
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Alt-J, Intro

06 August 2013

Raising My Little Man


Porque há que saber gerir os recursos humanos disponíveis, porque tenho de zelar pelo bem estar da minha futura nora e, acima de tudo, porque quero que o meu filho venha a ser um grande homem.






02 August 2013

Middle Life Crisis (in 4 minutes)



Mas foi a música que me trouxe até este vídeo, pelos ouvidos da Rita Josefina.

08 July 2013

Heaven

 
Cheek to Cheek, Louis Armstrong